Assimetria Craniana

10:41:00

Em uma visita na Clinica Heads pude conhecer um pouco sobre assimetria craniana.


Quando o Tuco nasceu achei que um lado era maior que o outro, o médico pediatra orientou a esperar o tempo passar porque era normal, realmente sumiu a diferença, mas não tinha conhecimento desse profissional e tratamento, tão importante.

No ano de 2005, ao completar 4 meses, a filha do médico brasileiro Gerd Schreen foi diagnosticada com plagiocefalia posicional, conhecida também como assimetria craniana, nomes até então desconhecidos por ele e a família. Ao buscar tratamentos no Brasil, o médico e sua esposa se deparavam sempre com as mesmas respostas dos colegas que consultavam: “É preciso se conformar, não há tratamento”. Além disso, minimizavam a importância do problema, considerando o caso “apenas estético”.



Após fazer muitas buscas e estudar sobre o assunto na literatura científica, descobriu que havia uma órtese craniana, uma espécie de capacetinho sob medida que prometia corrigir a assimetria em alguns meses, porém não estava disponível do Brasil. Decidiu então levar o caso para o Dr. Benjamin Carson, no Johns Hopkins, em Baltimore, referência mundial em neurocirurgia pediátrica que os encaminhou imediatamente para o tratamento ortótico.

A família mudou-se para os Estados Unidos. Foram 6 meses de tratamento, e o resultado final foi gratificante. “Foi uma sensação incrível, minha caçula estava ótima. Nunca imaginamos que nos emocionaríamos tanto ao fazer uma “Maria Chiquinha” para o primeiro aniversário dela”, comenta o Dr. Gerd.

O desafio agora era trazer este tratamento ao Brasil, levando em conta a quantidade de crianças que apresentam este problema aqui (cerca de 300 mil ao ano) e que não têm condições de mudar para outro país e pagar pelo procedimento. Foi aí que decidiu fazer uma especialização nos Estados Unidos no tratamento das assimetrias cranianas com órtese. Neste período estabeleceu contato com o melhor fabricante de órteses no mundo, a Orthomerica Inc. e começou a trazer o tratamento ao Brasil. Hoje, a empresa oferece exclusividade no fornecimento de suas órteses em todo território brasileiro.



Dr. Gerd Schreen atua na área há 5 anos, treinou equipes, desenvolveu manuais e materiais educativos, foi a Congressos e tratou pessoalmente mais de 1300 pacientes.


O objetivo da Clínica Heads é tratar crianças que tenham algum tipo de assimetria craniana posicional, que são classificadas principalmente em plagiocefalia posicional e braquicefalia posicional. A primeira delas significa “cabeça oblíqua”. Em outras palavras, é a cabeça assimétrica semelhante a um paralelogramo. A parte de trás apresenta um lado achatado e o outro proeminente, com frequente desalinhamento das orelhas e até da testa e do rosto.


Já a braquicefalia posicional, “cabeça curta”, se refere ao achatamento de toda a área posterior da cabeça, com alargamento da região e elevação do “cocuruto”.







Essas diferenças na região craniana são consequência do apoio constante da cabeça em uma só posição nos primeiros meses de vida do bebê, fase em que o crânio cresce com enorme velocidade. Isso pode acontecer também no final do período gestacional, como quando há pouco líquido amniótico (o chamado oligohidrâmnio), encaixe precoce do bebê na pelve e gestação gemelar.

A boa notícia é que na maioria das vezes há como prevenir que a assimetria apareça, bastando para isso evitar o apoio constante da cabeça sempre no mesmo lugar. As manobras preventivas incluem principalmente:
§    Ao colocar o bebê para dormir de barriga para cima, posicione sua cabeça levemente voltada para um lado, depois para o outro, alternando o apoio.
§    Evite o uso exagerado do bebê-conforto. Este equipamento foi desenvolvido para ser usado no carro e seu uso deve se restringir a isso. Deixar o bebê por horas no bebê-conforto certamente levará a um apoio excessivo na região de trás da cabeça.
§     É muito importante colocar o bebê de barriga para baixo por alguns períodos quando estiver acordado e sob supervisão. É o que chamamos de Tummy Time, ou “tempo de bruços”. Nessa posição, o bebê fica livre do apoio na parte de trás da cabeça, ao mesmo tempo em que desenvolve a musculatura da nuca e do ombro.
§    Se o bebê tem uma preferencia exagerada de virar a cabeça sempre para o mesmo lado ou tem até uma limitação para virar para o lado oposto, pode ter o chamado Torcicolo Congênito. Converse com um especialista para verificar se não há necessidade de fazer um pouco de fisioterapia para corrigir esse torcicolo, pois está fortemente associado à plagiocefalia posicional por levar a um apoio viciado.

É possível também reverter a situação, quando o problema é percebido no início. A primeira medida visando o tratamento é quase sempre o chamado reposicionamento, que consiste basicamente em procurar posicionar o bebê pelo máximo possível de tempo de forma a apoiar do lado que está proeminente e evitar o apoio do lado que está achatado. Isso vale para a posição de dormir, segurar no colo, cadeirinhas, etc. O objetivo dessas manobras é de inverter o mecanismo que levou à assimetria, promovendo uma lenta melhora.

O problema é que, à medida que o bebê vai crescendo, ele vai ficando mais forte e habilidoso, tornando o reposicionamento progressivamente mais difícil e menos eficaz. É aí que entra o tratamento ortótico, uma espécie de capacetinho feito rigorosamente sob medida que funciona como um molde para direcionar o crescimento de volta à normalidade. A parte proeminente fica constantemente apoiada no capacete, enquanto a parte achatada fica livre para crescer, mesmo quando o bebê insiste em apoiar a cabeça nessa região.

Para identificar se o formato ultrapassa os limites da normalidade, uma boa dica é olhar a cabeça do bebê de cima para baixo na hora do banho com o cabelinho molhado. Vale ressaltar que todos temos algum grau de assimetria, o que é absolutamente normal, mas é fácil de enxergar aquelas condições que começam a chamar a atenção.

Ao identificar uma assimetria, os pais devem conversar com um especialista. Na Heads, os pacientes são avaliados clinicamente pelo médico especialista e submetidos a um escaneamento tridimensional a laser, para avaliar com precisão o tipo e grau de assimetria. Trata-se de um exame rápido (1,5 segundos), sem anestesia ou radiação, que gera um relatório detalhado com todas as medidas da cabeça do bebê, tornando a avaliação muito mais objetiva. Baseado nessas informações, o médico terá condições de indicar a melhor opção terapêutica para o bebê.



Só é possível corrigir o formato craniano durante a fase de crescimento rápido do crânio, ou seja, até os 18 meses de vida. No entanto, quanto mais precocemente forem instituídas as medidas corretivas, mais rápida e melhor será a correção. Com o tratamento, ao longo de 3 a 4 meses é possível corrigir a deformidade definitivamente, livrando o bebê do problema pelo resto da vida.


É mais simples do que parece e muito mais recorrente do que se imagina. Para se ter uma ideia, estima-se que cerca de 300 mil bebês tenham assimetria craniana além do que é considerado normal no Brasil atualmente. Os estudos mostram que cerca de 12% dos bebês saudáveis nascidos vivos tem algum grau de assimetria. Boa parte destes vai melhorar rapidamente, mas 20% deles precisarão de um tratamento mais sério.

Para ter resultados mais precisos a clínica conta com o STARscanner, também da Orthomerica, o único equipamento capaz de oferecer na hora da consulta, todas as medidas da cabeça do bebê com absoluta precisão, além de fornecer o molde virtual para a confecção da órtese sob medida. O scanner é chamado de Gold Standard, pois nenhum outro dispositivo chega perto de seu grau de precisão. Tudo isso sem uso de radiação e com total segurança para o bebê, levando apenas 1,5 segundos para ser realizado.

A Heads – Clínica Dr. Gerd Schreen tem clínicas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro
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São Paulo
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