Vem Dançar da Cisne Negro Cia de Dança

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Divertido musical, dançado pelos bailarinos da CISNE NEGRO CIA. DE DANÇA, conta a história da dança através dos tempos. Pelo seu colorido, danças contagiantes e brincadeiras com o público é considerado um espetáculo para todas as idades. Tem figurino criado a partir de materiais reciclados.

Para contar a história da dança através dos tempos, a Cisne Negro Cia de Dança, concebeu um espetáculo dinâmico e lúdico. No palco, ao lado de 14 bailarinos está o personagem Rei Sol, como era conhecido Luiz XIV. Responsável pela divulgação massiva do balé no mundo, o rei da França no século XVII tinha esse apelido porque, artista, ele só se apresentava depois do pôr do sol.

Acessível ao público em geral, é considerado pelas diretoras do Cisne Negro, como a porta de entrada ao mundo da dança para leigos no assunto. Pelas danças contagiantes, as brincadeiras com o público e o colorido de seu visual, costuma prender a atenção do público infanto-juvenil.

Fruto de mais de dois anos de trabalho, Vem Dançar estreou há 16 anos para uma plateia de 5 mil educadores e já foi visto por mais de 150 mil pessoas.

Do clássico ao samba, passando pelo moderno e contemporâneo.

Segundo Cássia Navas, pesquisadora, professora e doutora em dança, que assina a pesquisa que originou o espetáculo, e alinhou as ações dramatúrgicas, "o espetáculo é muito moderno, pois não é evolutivo, linear. Foi uma maneira muito pessoal de contar a História da Dança. Uma possibilidade diante de muitas outras", explica a pesquisadora.

Passando pela dança da corte, no período clássico, pela modernidade, pela dança contemporânea e chega a uma roda de samba bem brasileira, o recorte escolhido por Navas para o espetáculo foi a História da Dança Cênica Ocidental, período aproximadamente do século XVI até os dias de hoje; partindo da dança clássica, passando por danças populares (frevo, samba, capoeira, etc.) até chegar à atualidade com o funk, rap e o hip hop.

Dany Bittencourt, diretora artística da Cisne Negro, diz que o espetáculo pretende oferecer uma visão interessante e ampla de dança para pessoas familiarizadas ou que nunca tiveram acesso a ela. Além do Rei Sol, 14 bailarinos alternam nas apresentações de danças clássicas, populares e contemporâneas.

O passeio do Rei Sol faz passagens especiais por Paris no início do século XX, onde apresenta a vanguardista companhia Balé Russo, que promoveu a união de artistas renomados como o bailarino Nijinsky, o compositor Stravinsky e o artista Pablo Picasso, responsável por alguns dos cenários da companhia parisiense. Artistas de outros estilos e escolas, como Isadora Duncan, Marta Graham, Maurice Bejárt e Merce Cunningham também são citados.


Figurino e música

Abordando o tema SUSTENTABILIDADE numa atitude de vanguarda na época de sua criação, onde pouco se falava sobre o assunto, os figurinos, criados por Fábio Namatame, foram feitos a partir de materiais reciclados como mangueiras, plásticos, entre outros.

"A troca de roupas é uma coreografia paralela à coreografia do espetáculo", comenta Hulda Bittencourt, referindo-se à agilidade com que os bailarinos mudam de figurino. Ao criar esse elemento, Namatame quis se aproximar da ótica do público jovem de hoje em dia. Essa reinterpretação do olhar de um jovem gerou uma brincadeira colorida e divertida.

Vem Dançar, fruto de mais de dois anos de trabalho, estreou há 16 anos para uma plateia de 5 mil educadores e já foi visto por mais de 150 mil pessoas.

O arranjo musical é um dos destaques do espetáculo. Concebida pelo maestro e multi-instrumentista Fábio Cardia (um dos mais requisitados músicos especializados em dança do país, reconhecido com diversos prêmios, incluindo três APCA’s e quatro SESC/SATED’s),. "A música faz parte da história da dança e é impossível contar uma sem mencionar a outra", afirma o músico, que optou por manter a sensação e a emoção dos originais e recompor as músicas que fazem parte do repertório da história da dança. Fábio trabalhou em parceria com Sérgio Sá, músico com mais de 30 anos de experiência, que arranjou a reconstituição da parte erudita do musical.

Para Hulda Bittencourt, fundadora e também diretora artística da companhia, o Vem Dançar é a contribuição didática, histórica, social e cultural ao público em geral. Pelo formato versátil, pode ser apresentada em teatros, escolas, fábricas, praças públicas, parques, em caminhão palco e outros locais, ou seja, em locais muitas vezes não convencionais, o que o torna a sua ACESSIBILIDADE possível a comunidades de difícil acesso.



Vem Dançar. 

Dias 5, 6 e 7 de maio.

Quinta e sexta-feira, às 21h, e sábado, às 18h,

Sala Sérgio Cardoso do Teatro Sérgio Cardoso.

Endereço: Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo.

Classificação: Livre.

Ingressos: R$40 e R$20 (plateia central), R$30 e R$15 (plateia lateral) e R$20 R$10 (balcão).

Bilheteria: Atendimento de terça a domingo, das 14h até o início do espetáculo.
Vendas antecipadas: de terça a sábado das 14h às 19h. À venda também pelo www.ingressorapido.com.br e pelo telefone 4003-1212.

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