Mensalidade e material escolar: 5 passos para organizar as finanças

23:12:00

Muitas famílias se perguntam como lidar com o reajuste da mensalidade e a compra do material escolar para o próximo ano letivo dos filhos. Reinaldo Domingos, do canal Dinheiro à Vista, orienta que essas não devem ser consideradas despesas, e sim investimentos para o futuro.
“Mesmo que altos, esses valores devem ser priorizados no orçamento. A família pode diminuir ou cortar outras despesas, menos importantes e muitas vezes supérfluas, para garantir a continuidade dos estudos de qualidade”, diz. Veja orientações para se organizar:

1- Faça um diagnóstico financeiro
É importante que a família faça um diagnóstico financeiro para saber em qual situação se encontram. Se for deendividamento ou inadimplência, é hora de rever todos os gastos para priorizar a continuidade dos filhos na escola.
2- Reduza gastos
Com o diagnóstico financeiro em mãos, veja quais gastos pode reduzir ou eliminar para priorizar o pagamento da mensalidade escolar e a compra do material sem comprometer as finanças da família. O diagnóstico financeiro irá gerar consciência de seu estilo de vida e padrão de consumo, para que possa mudar o comportamento e cortar gastos desnecessários.
3- Saiba o quanto irá pagar
Conheça o valor mensal exato a ser pago no próximo ano. Assim pode traçar um planejamento financeiro para 2018, considerando o valor reajustado da matrícula. Neste planejamento, é importante considerar também as despesas intrínsecas à rotina escolar, como lanche, transporte, eventuais passeios, etc.
Em relação ao material escolar, é válido fazer pesquisas de orçamento desde já. Envie a lista para pelo menos três estabelecimentos diferentes, negocie o pagamento e opte pelo que oferece melhores preços e condições de pagamento.
4- Não tenha medo de negociar
Se preciso, é recomendável marcar uma reunião com o diretor, explicando a situação para negociar o aumento na matrícula. Pode ser que consiga uma bolsa, um desconto, mesmo que temporário, a isenção da matrícula ou mesmo uma condição especial para pagar as mensalidades. Tudo para garantir um estudo de qualidade às crianças.
Considere também os diferenciais que a escola oferece para a educação de seus filhos, como por exemplo a educação financeira em sala de aula. Este tem sido considerado o melhor caminho para que esta nova geração tenha um comportamento sustentável em relação às finanças, sendo menos endividada e inadimplente.
5- Compre com planejamento
Antes ir às compras, a família pode analisar itens do ano passado e selecionar tudo o que pode ser usado novamente este ano, como tesoura, régua e mochila, por exemplo. Algo interessante é reunir alguns pais e comprar itens em atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas.
No dia das compras, converse com o(s) filho(s) sobre o orçamento, para que não corram o risco de se deixar levar pelo impulso e gastar mais do que o planejado. Lembre-se que não é preciso comprar todos os itens na mesma loja, mas se for fazer dessa forma, peça um bom desconto.
Reinaldo Domingos está a frente do canal Dinheiro à Vista. É Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.

8 orientações para a compra de material escolar
Os preços de materiais escolares variam muito entre lojas, inclusive online, por isso é importante pesquisar e planejar as compras para economizar sem ter que abrir mão da qualidade nos estudos das crianças.
Para quem tem filhos, esse é um dos maiores gastos do início do ano e devido à falta de educação financeira, diversas despesas se acumulam e as famílias se perdem em meio a tantas contas para pagar, muitas vezes ultrapassando o limite de seu orçamento financeiro.
Para começar, sempre recomendo que pensem no quanto precisam trabalhar para conseguir seu salário. A partir daí, fica fácil valorizar esse dinheiro, aprendendo a pesquisar preços e, principalmente, a negociar os valores das compras.
Então, o primeiro passo é realizar um diagnóstico da vida financeira da família, para saber exatamente quais são os ganhos e gastos mensais e quanto poderá dispor para a aquisição do material escolar. Elaborei algumas orientações sobre o assunto, são elas:
1- Essa despesa é recorrente, ou seja, precisa fazer parte do planejamento anual. Para que os gastos não fiquem muito pesados em janeiro, é válido poupar durante todo o ano para conseguir fazer os pagamentos à vista e obter bons descontos;
2- Antes ir às compras, a família pode analisar itens do ano passado e selecionar tudo o que pode ser usado novamente este ano, como tesoura, régua e mochila, por exemplo;
3- No caso dos livros, vale a pena procurar pais de alunos mais velhos para emprestar ou comprar por um preço mais acessível, se estiverem em boas condições de uso;
4- Algo interessante é reunir alguns pais e comprar itens em atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas;
5- A partir daí, é preciso fazer muitas pesquisas e traçar um orçamento para ter noção do gasto total;
6- Não é preciso necessariamente comprar todos os itens na mesma loja, mas se for fazer é válido pedir descontos;
7- No dia das compras, converse com o(s) filho(s) sobre o orçamento, para que não corram o risco de se deixar levar pelo impulso e gastar mais do que o planejado;
8- O ideal é sempre fazer os pagamentos à vista, mas se não for possível, opte por poucas parcelas que caibam no bolso, para não comprometer as finanças de 2018 por vários meses.
Reinaldo Domingos está a frente do canal Dinheiro à Vista. É Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.


Volta às aulas: dar mesada pode gerar economia
O tema é polêmico, muitos pais se perguntam o porquê de dar mesada, quando começar e como estabelecer o valor. A volta às aulas é excelente momento para começar e pode até gerar economia nas contas da família. Ao contrário do que muitos pensam, a mesada não é um incentivo ao consumo, e sim forma de educar financeiramente as crianças.
Vou explicar melhor: a infância é a fase ideal para desenvolver comportamentos que serão levados por toda a vida, por isso é importante implantar a mesada quando notar que a criança está pedindo dinheiro com frequência e já mostra ter seus primeiros hábitos de consumo. Normalmente, crianças e jovens consomem durante a rotina escolar, com gastos com alimentação, por exemplo.
Sendo orientadas para usar o dinheiro de forma sustentável e poupar parte dele para realizar seus sonhos no futuro, as crianças se tornam menos consumistas e mais conscientes. Os reflexos são notados em casa.
Algo que percebo é que muitos pais acreditam que não dão mesada, mas dão pequenas quantias constantemente aos filhos, de forma não sistematizada. Afinal, é comum que as crianças peçam dinheiro para fazer pequenas compras, como de guloseimas e brinquedos, e isso caracteriza a mesada voluntária.
Há 8 tipos de mesada, que categorizei em meu livro Mesada não é só dinheiro (Editora DSOP), como a mesada financeira e a mesada economica. Veja abaixo, já que as famílias devem agir de acordo com a sua situação financeira.
E sabe o que todas essas formas de mesada têm em comum? Elas priorizam os sonhos da criança e da família. O ideal é que elas tenham pelo menos três: um a ser realizado em curto prazo (em até um mês), outro de médio prazo (entre três e seis meses) e outro de longo prazo (após seis meses). Ter a conquista dos sonhos como prioridade na lida com o dinheiro é o que levará essa geração a ser menos endividada e inadimplente no futuro.
Mesada financeira
A mesada financeira é dada para a criança aprender a administrar o dinheiro que ganha. Trata-se de um valor fixo determinado pelos pais ou responsáveis, tendo em vista a necessidade de transição da mesada voluntária para a mesadafinanceira. Nesse momento, recomendo que 50% do valor seja destinado para a poupança dos sonhos e 50% para as despesas da criança, sempre lembrando que o dinheiro nunca será mais importante que os sonhos.
Mesada econômica
Na mesada econômica, os pequenos são incentivados a poupar recursos em casa, como energia elétrica e água, para que realizem seus sonhos com o valor economizado. Assim, mesmo a família que não tem condições de dar mesada em dinheiro, pode educar financeiramente seus filhos com as economias feitas no lar a cada mês. Dessa forma, os pequenos aprendem que economizar recursos é um dos caminhos para realizar seus sonhos.
Reinaldo Domingos está a frente do canal Dinheiro à Vista. É Doutor em Educação Financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). Autor de diversos livros sobre o tema, como o best-seller Terapia Financeira.


Educação financeira em sala de aula: crianças ajudam os pais a poupar
Pesquisa indica que 100% dos pais dos alunos que têm educação financeira nas escolas acreditam que o tema pode ser absorvido pela família e observam que os filhos poupam dinheiro em casa ou gastam parcialmente em algo que valorizam.
Os dados são da 1ª Pesquisa de Educação Financeira nas Escolas, realizada em parceria entre o Instituto de Economia da UNICAMP, por seu Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia (NEIT), o Instituto Axxus e a Abefin.
Ela também aponta que a grande maioria (71%) dos alunos que têm aulas sobre o tema nas escolas ajudam os pais a fazerem compras conscientes. A pesquisa foi relaizada com 750 pais/responsáveis de cinco capitais brasileiras, Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Vitória.

97 mil alunos em todo o Brasil
Em 2017, 97 mil crianças e jovens foram educados financeiramente em salas de aula de todo o Brasil pelo Programa DSOP Educação Financeira nas Escolas. Os números indicam uma mudança cultural, a conscientização de que o ambiente escolar é o mais propício para o ensino dessa disciplina. E pesquisa comprova que a família do aluno também é beneficiada.
“Há quem pense que as crianças não têm discernimento para lidar com finanças”, relata o mentor da Metodologia DSOP e presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), Reinaldo Domingos. “Porém, notamos que com 4, 5 ou 6 anos elas já reconhecem o dinheiro como um meio para realizar sonhos. Isso nos faz acreditar em uma nova geração de pessoas independentes financeiramente, mais realizadas e felizes”.
A educação financeira não se restringe apenas aos alunos. Os professores são capacitados para dominar e então disseminar o tema, e também os pais assistem palestras e têm acesso a cursos online gratuitos. Dessa forma, a mudança comportamental é trabalhada em toda a comunidade.

Gastam com consciência
81% dos alunos educados financeiramente gastam parte do que recebem e guardam outra a parte para os sonhos, enquanto 19% guardam tudo – o algo que não é o correto, pois é preciso ter equilíbrio entre consumir e poupar.
Por outro lado, nas famílias em que os filhos não têm aulas de educação financeira, 15% dos pais não sabem como os filhos gastam e 66% afirmam que eles gastam seu dinheiro rapidamente, enquanto apenas 11% gastam apenas uma parte e 7% gastam tudo.
Além disso, a grande maioria (71%) dos alunos que têm aulas sobre o tema ajudam os pais a fazerem compras conscientes, algo que nenhuma das crianças que não aprendeM educação financeira faz. Enquanto 98% dos alunos com educação financeira se reúnem com a família para conversar sobre dinheiro, apenas 33% dos que não têm se reúnem.

Sobre a DSOP Educação Financeira
A DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br) é uma organização dedicada à disseminação da educação financeira no Brasil e no mundo, por meio da aplicação da Metodologia DSOP, criada pelo educador e terapeuta financeiro, Reinaldo Domingos.
Dia após dia, a DSOP se firma como principal promotora de conhecimento sobre o tema no Brasil, destacando-se pelo amplo alcance de seus programas, que beneficiam estudantes, profissionais e famílias, contemplando todo o ciclo de vida.
Atualmente, dispõe de uma rede formada por mais de 250 educadores financeiros e mais de 60 franquias de negócios em todo o Brasil e uma nos Estados Unidos (Orlando, Flórida), que compartilham da missão de disseminar a educação financeira, romper com o ciclo de pessoas com desequilíbrio financeiro e construir novas gerações e famílias sustentáveis financeiramente.

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