Uso de máscara e isolamento social exigidos pela pandemia da Covid-19 auxiliam na redução de doenças infectocontagiosas

A procura por atendimento para tratamento de moléstias infecciosas, como gripe, resfriado, bronquiolite, conjuntivite viral entre outras enteroviroses, diminuiu neste inverno em relação ao mesmo período de 2019. Só no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE) a redução foi de 82%.


Um dos motivos, segundo avaliação da gerente clínica e infectologista do HSPE, Dra. Andrea Almeida, foi a redução de circulação nos espaços públicos e a adoção de medidas de prevenção à Covid -19, como uso de máscaras, higienização frequente das mãos e isolamento social.


Segundo ela, a queda nos atendimentos no Pronto Atendimento Infantil do HSPE também é reflexo do fechamento das escolas. É possível observar essa diminuição na procura por atendimento nos meses de abril de 2019 e 2020, quando a queda no atendimento foi de 90% durante o mês.


Geralmente nesta época do ano são muitos os casos de doenças provocadas por vírus sincicial respiratório (VSR), que atinge principalmente bebês e lactentes, cujo sintomas são febre, corrimento nasal, tosse e inclusive desconforto intestinal. Com a pandemia o cenário mudou. "Nesta época é comum até triplicar o atendimento e internações, mas neste ano estamos atendendo entre 10% e 20% da nossa capacidade normal", afirma a infectologista.


"A sociedade precisou criar uma nova rotina ao obedecer às normas de vigilância em saúde. O uso de máscaras, o distanciamento social, as medidas básicas de higiene, por exemplo, são atitudes essenciais para enfrentar o novo Coronavírus e que contribuíram para reduzir a procura por atendimento nos Pronto-Socorros", destacou a Dra Andrea Almeida.

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