Estímulo ao brincar ativo e estratégias para ajudar a tornar a alimentação das crianças mais saudável são temas de evento da Fundação Nestlé

 A Fundação Nestlé realizou, ontem, o evento online "Nestlé&Vc por Crianças mais Saudáveis", em que reuniu especialistas de diferentes áreas ligadas ao universo infantil para debater desafios, dicas e sugestões para contribuir para promover hábitos mais saudáveis para as famílias brasileiras. 



Os convidados abordaram, com a curadoria da Imi Lab, questões que vão desde a alimentação até o brincar saudável e os desafios da parentalidade. Participaram da conversa nomes como a nutricionista infantil Dra. Elaine Pádua, a autora Roberta Ferec, que escreveu o livro ‘Tela com Cautela’ e o pai influencer Beto Lima, além de professores do ensino público brasileiro.


Com a narrativa ‘O Futuro e o presente’, o evento foi assinado pelo Blend Inspire e marcou também o encerramento da edição 2020 do Prêmio Nestlé por Crianças mais Saudáveis, uma iniciativa da Fundação Nestlé Brasil que premia e celebra escolas públicas, municipais ou estaduais brasileiras com iniciativas que promovam comportamentos saudáveis no ambiente escolar.


"Esta iniciativa reforça o quão importante é trabalharmos em rede com os demais atores da sociedade que podem, junto com a gente, promover uma real transformação com impacto positivo duradouro para crianças de todo o Brasil. A premiação, por exemplo, contempla os vencedores com 35 mil reais para dar vida aos projetos por meio de benfeitorias nas escolas e apoio pedagógico aos professores vencedores, para que eles consigam incorporar os conceitos sobre os hábitos saudáveis durante as atividades escolares" comenta, Juliana Oliveira, responsável pelo programa Nestlé por Crianças mais Saudáveis no Brasil.


O desafio da alimentação saudável


Para debater o tema da alimentação infantil, o evento contou com um bate-papo entre a nutricionista infantil Dra. Elaine Pádua e o pai influencer Beto Lima, conduzido por Juliana Oliveira, nutricionista da Nestlé e responsável pelo Programa Crianças mais Saudáveis, em que eles falaram sobre os desafios de fazer com que as crianças se alimentem bem e tenham uma boa relação com o momento das refeições.



"É muito difícil dizer sobre o que deve ser feito, já que cada criança e cada contexto familiar é único. Mas acredito muito que é preciso ouvir e buscar entender mais as crianças e suas vontades. O caminho, para mim, é se preocupar menos com as regras e imposições para desenvolver um ambiente saudável que estabeleça relações de escuta e que contemple os desejos e gostos dos filhos", afirmou Beto Lima.


A nutricionista Elaine Pádua trouxe algumas dicas para facilitar esse contexto de criação de um ambiente saudável, em que a alimentação seja mais acessível e simples para a criança. "O melhor caminho é colocar a criança em ação. Escrever junto com ela em uma folha, por exemplo, tudo que ela gosta ou quer comer, além de envolvê-la no preparo dos alimentos. Quando há algo que ela já gosta no prato, fica mais fácil introduzir e mesclar isso com a experimentação de novas opções", ressaltou.


Outro ponto importante destacado no debate foi a importância das refeições feitas em família, que estimulam a criança a interagir com a comida em um ambiente de troca e com a companhia dos pais. "É importante trazer união para mesa e aproveitar o momento do alimento para criar vínculos", afirma Elaine.


Algumas dicas sobre alimentação foram tentar deixar as refeições o mais simples possível, além de iniciativas como plantar uma hortinha em casa junto com a família e estimular o brincar e experimentar os alimentos e frutas mantendo, por exemplo, uma fruteira acessível.


Brincar e se encantar


Em outra frente de debate, as especialistas Roberta Ferec, autora do livro "Tela com Cautela", a psicóloga cognitiva Marina Pinheiro e a criadora da plataforma Tempo Junto, Patrícia Marinho, conversaram sobre a importância do brincar, do se movimentar e realizar atividades lúdicas para uma infância saudável.


Roberta Ferec abriu o debate falando sobre a necessidade de não ver só o lado negativo das telas, mas de aprender a lidar com elas e usar seu lado positivo. "Nós adultos que tivemos uma infância analógica, temos agora o desafio de guiar as crianças nesse mundo tecnológico. É uma missão muito difícil e não temos um ‘manual’. O desafio é tentar preservar aquilo que é essencial para a saúde da criança, que são as chamadas atividades positivas, como sono, tempo junto, tempo das refeições, tempo do tédio. Não podemos deixar a tela roubar esse tempo das atividades fora do digital", afirmou.


Já Marina Pinheiro ressaltou a importância do brincar para o estímulo à criatividade, ao sonhar e à formação da criança. "Brincar é encantar e, às vezes, a aspereza da vida acaba tolhendo isso. São muitas infâncias diferentes no Brasil, mas não podemos roubar o tempo dessas crianças se encantarem", disse.


Para Patrícia Marinho, um caminho para os pais, principalmente aqueles que não têm muito tempo disponível, é "ser brincante" e buscar inserir a brincadeira nas atividades cotidianas. "É apostar uma corrida para a criança ir para o banho, por exemplo. Temos que entender que o ‘trabalho’ da criança é brincar e deixar tempo livre para que ela se divirta", conta.


Essa parte foi encerrada com uma apresentação da artista Juliana Nascimento, que resgata artes das crianças, como desenhos e colagens, e as ressignifica e eterniza em novas obras a partir da técnica mista.


Ação social


Durante o evento, também foram anunciadas iniciativas para estender o impacto social positivo do Programa Crianças mais Saudáveis para mais brasileiros. Uma das frentes é levar o legado da marca para a comunidade Calmon Viana, em Poá, com um projeto inédito junto da ONG Social Skate e Pé de Feijão. O objetivo é construir uma horta comunitária no local em parceria com a ONG Social Skate de Sandro Testinha, além de capacitar os moradores para cuidarem do espaço.


A comunidade de Calmon Viana em Poá foi uma das mais afetadas com a pandemia, com um grande índice de fome entre os moradores. A iniciativa capitaneada pela Nestlé tem como objetivo ensiná-los a cuidar da horta, dando todo o subsídio necessário durante 5 meses para que tenham alimento e as famílias possam fazer mais de uma refeição saudável por dia.


Nestlé por Crianças Mais Saudáveis


Em 2018, a Nestlé lançou sua iniciativa global Nestlé for Healthier Kids (Nestlé por Crianças Mais Saudáveis, no Brasil), com o objetivo de ajudar 50 milhões de crianças a terem uma vida mais saudável até 2030. No Brasil, a iniciativa envolve duas frentes: para ajudar as famílias brasileiras a estimularem um dia a dia mais equilibrado na vida de seus filhos, o app NesPLAY reúne ideias, receitas e atividades divertidas para que crianças dos 6 aos 12 anos mudem de hábitos brincando. A ferramenta é gratuita e já impactou mais de 415 mil pessoas, além de beneficiar mais de 135 mil crianças com seus conteúdos educativos. No total, em 2019 o programa impactou mais de 100 milhões de lares brasileiros. Somando o alcance que o programa teve nos últimos anos, mais de 11 milhões de crianças brasileiras foram alcançadas, contribuindo com a meta global da Nestlé. Para apoiar a mudança também no âmbito educacional, a Fundação Nestlé promove o Prêmio Crianças Mais Saudáveis, que chega à terceira edição em 2020.

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