Território do Brincar, pesquisa patrocinada pelo Instituto Alana, lança o podcast "Brincar em Casa"

 Durante o período de isolamento social os ambientes da casa foram os únicos espaços possíveis para o brincar. Os sentimentos de angústias, descobertas, cumplicidades, transformações, intimidades e ajustes de ritmos fizeram parte das brincadeiras das crianças. 



Por isso, o Território do Brincar lançou o podcast "Brincar em Casa", uma escuta online realizada com famílias para compreender, pelo contexto de cada criança, de seus ritmos, rotinas e interesses, o que havia de espontâneo no brincar diante da pandemia atual e isolamento social. Para ouvir, basta acessar alguma das plataformas de áudio listadas no site do Território do Brincar.


"Somos um grupo de pesquisadores que no começo de 2020 estávamos nas ruas observando o brincar de crianças em espaços públicos. Com a pandemia perdemos não só o espaço de observação, como tivemos que encontrar nova rota para nossa pesquisa e passamos a escutar sobre o brincar em casa, através do que observam pais, mães e familiares. Um exercício de buscar nas entrelinhas o fenômeno que antes fazíamos no presencial.", diz Renata Meirelles, coordenadora da pesquisa.


Responsável pela coordenação da pesquisa ao lado de Renata Sandra Eckschmidt completa: "as famílias abriram suas casas, se apresentaram, falaram de seus desafios e alegrias quando, de repente entre um relato e outro, surgiam pequenos tesouros de observação e interação com as crianças, que podia ser uma casinha embaixo da mesa, no canto da lavanderia, ou histórias no vaso de plantas do apartamento."


São ao todo sete episódios que, pela perspectiva do brincar, falam sobre como se deu a convivência com as crianças em lugares como o quarto, o quintal, a sala, a cozinha, entre outros locais da casa e mostra o que cada cômodo provocou, ofereceu ou permitiu às crianças, para que elas pudessem brincar, investigar, explorar, expandir e se testar, para além da pandemia.


Para a garantir a diversidade da pesquisa foram entrevistadas 55 famílias - sendo 25 delas na cidade de São Paulo, e 11 em outras cidades brasileiras. Algumas das entrevistas, 18 no total, também foram realizadas com pessoas em outros países, na África do Sul, Estados Unidos, Peru, Malawi, Alemanha, Suíça, Inglaterra, Itália, Argentina, Índia, Moçambique, Bélgica e México.

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