EXPOSIÇÃO. Dia Internacional da Mulher no MASP

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, todas as mulheres terão entrada gratuita no MASP no dia 8 de março, domingo, no horário de funcionamento normal da instituição, das 10h às 18h.

Na loja, todos os catálogos do museu de artistas mulheres terão 50% de desconto e todos os livros de outras editoras sobre mulheres ou escritos por mulheres terão 30% de desconto.

Já as mulheres que almoçarem no restaurante A Baianeira no domingo ganharão um shot de brinde da batidinha da casa, feita com amendoim e catuaba. Lembrando que, para acessar a loja e o restaurante, não é necessário pagar ingresso para entrar no museu.

Além disso, durante todo o domingo basta usar o código 8DEMARÇO para ter 30% de desconto da adesão de qualquer categoria do Amigo MASP, o programa de sócios do museu.

Confiram as Exposições em cartaz:

Acervo em transformação é o título da exposição de longa duração da coleção do MASP. Os trabalhos são expostos nos cavaletes de cristal — placas de vidro encaixadas em um bloco de concreto. Os cavaletes de cristal ficam dispostos em fileiras na sala ampla, livre de divisórias, do segundo andar do museu. Retirar as obras da parede e colocá-las nos cavaletes possibilita um encontro mais próximo do público com os trabalhos, e o visitante pode caminhar entre as obras, como em uma floresta de obras, que parecem flutuar no espaço. O espaço aberto, fluido e permeável oferece múltiplas possibilidades de acesso e de leitura, eliminando hierarquias e roteiros predeterminados. Os cavaletes de cristal, desenhados por Lina Bo Bardi (1914‐1992) — autora também do projeto do edifício —, foram introduzidos em 1968, na inauguração do museu na sede da avenida Paulista, aposentados em 1996 e trazidos de volta em 2015. A partir de então, a mostra permanece em constante modificação, como indica o título, com a entrada e saída de obras em razão de empréstimos, aquisições e rotatividades. As legendas, que trazem os dados das obras, foram posicionadas no verso dos cavaletes, pois a ideia original de Lina Bo Bardi era de que o primeiro encontro do visitante com os trabalhos fosse mais direto, livre de contextualizações e de informações de autoria, título e data. Também oferecemos uma planta-folheto com a localização e uma listagem das obras e seus autores, bem como a data em que foi realizada a última “transformação” na exposição.


MASP
13.12.2019-12.4.2020
CASA DE VIDRO
14.12.2019-14.3.2020

Definidas pela própria artista como “esculturas criadas no espaço”, os trabalhos de Leonor Antunes (Lisboa, Portugal, 1972) estabelecem relações entre a escultura, a arquitetura, o design, a luz, e o corpo — do espectador que trafega pela galeria ou do ambiente que a artista ocupa. Antunes dedica atenção especial aos materiais que emprega, frequentemente naturais ou orgânicos, bem como à ação do tempo e do uso sobre eles, sublinhando traços e tramas, técnicas e texturas. Uma das características mais marcantes de sua prática é o interesse por produções de algumas artistas, arquitetas e designers do século 20, sobre as quais ela investiga e nas quais se inspira. Ela assim constrói um verdadeiro arquivo de referências, composto sobretudo por pioneiras mulheres modernistas que muitas vezes foram deixadas de lado nas grandes narrativas da história da arte, e que surgem como
personagens na obra de Antunes: Anni Albers, Charlotte Perriand, Clara Porset, Egle Trincanato, Eileen Grey, Eva Hesse, Franca Helg, Gego, Lina Bo Bardi, Lygia Clark e Ruth Asawa, entre outras.

Nesse arquivo, Bo Bardi, a arquiteta do edifício do MASP, ocupa uma posição central, e este é o ponto de partida do projeto desta mostra, que se estende também para a Casa de Vidro, icônica residência da arquiteta no Morumbi. Outras personagens passam também por aqui — Porset, Clark e Franco Albini, que foi uma importante referência para Bo Bardi. O título da exposição é uma alusão a seus espaços e à atenção da arquiteta para os “vazios, intervalos e juntas”. Para além deles, dois motivos condutores na mostra são a verticalidade e a transparência. Assim, no trabalho villa neufer, uma escultura é feita a partir de uma escada de Albini. Caipiras, capiau, pau a pique remete a elementos usados na famosa mostra de mesmo nome organizada por Bo Bardi no Sesc Pompeia em 1980. No piso da galeria do MASP, um trabalho toma emprestada a composição geométrica de uma pintura de Clark (Superfície modulada, 1952), ampliada numa escala arquitetônica que permite uma participação ativa do espectador sobre a obra., antecipando um caminho que Clark trilharia na década seguinte, com a participação do espectador em seus famosos Bichos. Já a grelha de madeira no teto, inspirada em um detalhe da casa de Porset na Cidade do México, ocupa dois nichos de concreto da galeria, mesclando dois personagens: Porset e Bo Bardi. O jogo de transparências é articulado através da rede que cobre a galeria, bem como o vidro que divide o exterior do interior do edifício.
vazios, intervalos e juntas conecta e presentifica diferentes personagens em um só espaço; aqui, a interação entre arte e arquitetura valoriza saberes de outros tempos, técnicas e linguagens, sejam eles industriais ou artesanais, autorais ou anônimos.

CURADORIA Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP; Amanda Carneiro, curadora assistente, MASP.


MASP
MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO
ASSIS CHATEAUBRIAND
Aenida Paulista, 1578
01310-200 São Paulo-Brasil
+55 11 3149 5959

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