Tik Tok bloqueado na Itália após morte de menina de 10 anos

Recentemente, foi divulgado a determinação da Itália para suspender a rede social Tik Tok de usuários que não determinaram as suas idades no cadastro. Isso aconteceu em decorrência da morte de uma menina de 10 anos que brincava, através dessa rede, de um jogo chamado "apagão". Acompanhe o artigo do Dr. Marcelo Campelo, que fala sobre essa notícia e dá sua opinião.



As redes sociais são invenções fabulosas da mente humana. Como se vivia antes delas? Como se conversava com seu amigo do outro lado do mundo? Como faria para achar seus colegas do primeiro ano do colegial? 


Não só para a comunicação, entretanto, as redes sociais são ferramentas, parece que, desenvolvidas para matar tempo. Pegue o celular e comece a rodar pelas redes sociais, Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, Tiktok… você verá que por mais que tenha ficado muitas horas, você ainda não viu de tudo. Para algumas pessoas, ainda, passar horas mexendo nas redes sociais é até mesmo um vício. Ela consegue ficar sem comer, sem falar com ninguém e passa o dia apenas mexendo o dedo e temendo que a bateria acabe.


As crianças e adolescentes que cresceram num mundo digital, imerso em smartphones, tablets, videogames e outros, são verdadeiros experts  na operação destes sistemas. Para eles, é muito simples e rápido realizar atividades digitais. Todavia, como ainda são novos, não entendem que existem pessoas más que podem fazer de uma coisa boa e divertida, um instrumento que pode levar à morte. 


Em notícia divulgada no dia 22 de janeiro, a autoridade de proteção digital da Itália ordenou que a rede Tik tok suspendesse todas as contas daqueles que não declararam a idade. A razão da determinação foi devido a morte de uma menina de 10 anos. O fato ocorreu no sul do país, em Palermo, quando brincava de “apagão”, que consiste em amarrar um cinto no pescoço e cortar o ar até desmaiar. 


Se a criança tivesse discernimento do perigo que estaria correndo jamais realizaria o ato. Por isso da ação da autoridade italiana. 


No Brasil, já ocorreram situações similares com redes sociais que é melhor nem lembrar. Por isso, é importante que pais e escolas fiquem atentos: o perigo está na ponta dos dedos.


As redes sociais não são feitas para crianças e adolescentes. Pessoas muito mal intencionadas podem se esconder através do anonimato via perfis falsos e cometer barbaridades impensáveis. Algo precisa ser feito e o controle da idade é o primeiro, mas não deve parar neste item. É urgente que nos cadastros, se quer utilizar uma rede social, seja indispensável a identificação e que os dados sejam validados, mesmo que o  sigilo seja perdido, porque com certeza vidas serão poupadas.


Dr. Marcelo Campelo

OAB 31366

Advogado Especialista em Direito Criminal

(41) 3053-8800 / (41) 99914-4464

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